O agronegócio da aquicultura, que inclui a produção de peixes, mariscos, moluscos, rãs e camarões, é uma atividade que vem apresentando crescimento médio anual de 9% em todo o mundo. A China é o maior produtor mundial de peixes e organismos aquáticos, ultrapassando a marca de 35 milhões de toneladas produzidas por ano. Este volume representa um pouco mais de 70% do total da produção aquícola mundial. Em seguida, vem a Índia, com uma produção de aproximadamente quatro milhões de toneladas.
O potencial do Brasil para o desenvolvimento da aquicultura é imenso, pois o País conta com 8,5 mil km de costa marítima e 5,5 milhões de hectares de reservatórios de águas doces - aproximadamente 12% da água doce disponível no planeta -, clima extremamente favorável para o crescimento dos organismos cultivados, terras disponíveis, mão-de-obra abundante e crescente demanda por pescado no mercado interno.
No Brasil, hoje são produzidos mais de um milhão de toneladas de pescado, oriundas da pesca extrativa e da produção cultivada em águas marinhas e continentais. Este volume é pouco para o potencial do País, que conta com uma costa marinha de 8,5 mil km de extensão e com as maiores bacias hidrográficas do planeta. A produção brasileira de aquicultura representa apenas 0,37% de todo o volume produzido pela aquicultura no mundo.
Segundo dados estatísticos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 2007, a produção brasileira de pescado foi de 1.072.226 toneladas, o que representa um crescimento de 2% em relação a 2006 (com 1.050.808) e corresponde ao valor de R$ 3,6 bilhões. Do total da produção brasileira de pescado, a aquicultura tem uma participação de 26,9%.
O Estado do Pará registra o maior valor obtido com a produção pesqueira, fechando 2007 em R$ 439,4 milhões. Na sequência vem Santa Catarina, com R$ 412,2 milhões, e o Ceará com R$ 339,2 milhões, devido à produção de lagosta e camarões da pesca extrativa marinha e da carcinicultura.
Espécies
Entre as principais espécies cultivadas na aquicultura brasileira estão os camarões marinhos, os mexilhões, as ostras e peixes como a truta arco-íris, tilápias, carpas, tambaqui, pacu e surubim.
Exportações
Em 2007, o Brasil exportou pescado para 83 países, registrando um faturamento de US$ 310,5 milhões. Os Estados Unidos continuam na primeira posição da lista de principais mercados importadores da aquicultura brasileira, seguidos pela França, Espanha, Argentina, Portugal, Japão e outros países, sendo a lagosta o principal produto da pauta nacional de exportação.
Uma fonte de renda
Para o produtor brasileiro, a aquicultura vem se apresentando como uma nova oportunidade de negócio e uma fonte alternativa de renda, principalmente para quem já atua na avicultura e na suinocultura e tem terras ou espaço em suas propriedades para investir em um tanque de cultivo. Para quem já produz suínos, por exemplo, a produção integrada de peixes é comprovadamente rentável, pois conta com o aproveitamento dos dejetos suínos criados em baias suspensas, às margens de lagos ou sobre açudes nas propriedades rurais. O uso desses dejetos destinados à alimentação de peixes promove o aproveitamento dos componentes do esterco, principalmente restos de farelo de soja e de milho utilizados na ração dos suínos.
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