Área do Expositor Usuário:
Senha:
Login

Notícias

Tamanho da FonteDiminuir FonteAumentar Fonte
 
Quinta-feira, 01 de julho de 2010

Grande oportunidade

A aquicultura e pesca no Brasil devem atravessar um período de grande desenvolvimento nos próximos anos. O País produz hoje pouco mais de um milhão de toneladas de pescado, mas segundo estimativas do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) o setor tem um potencial para produzir mais de 10 milhões de toneladas por ano. Os fatores que potencializam este crescimento é a existência no País de um clima favorável à atividade aquícola aliada à presença de 13% do total de água doce disponível no planeta, com 5,500 milhões de hectares de reservatórios, além de um litoral de mais de oito mil quilômetros. Também há uma expectativa de que o consumo per capita do pescado (incluído aqui produtos da pesca e da aquicultura) possa saltar dos atuais 6,8kg para 11kg nos próximos anos.

A AquaFair 2010 – Feira Internacional de Aquicultura, Maricultura e Pesca será uma oportunidade única para que todo o setor esteja reunido em um único local, não só discutindo seus desafios, mas também fechando negócios e fortalecendo toda a cadeia produtiva. O evento será realizado em Florianópolis (SC) entre os dias 05 e 07 de outubro. Além da feira de negócios, a AquaFair ainda tem em sua programação um seminário com temas conjunturais e técnicos, no qual analistas e pesquisadores de renome nacional e internacional ministrarão uma série de palestras.

O secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do MPA, Felipe Matias está auxiliando a coordenação do seminário internacional.  O temário será coordenado por Ariovaldo Zani, vice-presidente Executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Nutrição Animal (Sindirações), Joao Donato Scorvo Filho, zootecnista e doutor e pesquisador da APTA Leste Paulista e Fabiano Muller, chefe da Epagri Aquicultura e Pesca. A AquaFair ainda será palco de uma reunião do Comitê de Organismos Aquáticos (Coaqua), órgão ligado ao Sindirações, e que reúne os executivos das maiores indústrias do setor de nutrição animal com atuação no segmento peixes e/ou camarões.

Felipe Matias, secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), fala sobre o atual momento da produção aquícola brasileira e sobre o potencial da atividade no País.

A aquicultura brasileira tem um enorme potencial. Qual foi o crescimento do setor nos últimos anos?

FM - A atividade apresentou um crescimento significativo. Em 1998, a produção aquícola nacional foi de 103.914 toneladas. Já em 2007 produzimos 289.049 toneladas. Deste modo, em uma década, o crescimento da produção foi de 178%. Acreditamos que a aquicultura produzirá 570 mil toneladas em 2011.

As tendências para o mercado aquícola são promissoras?

FM - Sim, a população brasileira está aumentando o consumo de pescado, pois é um alimento nutritivo, saudável e gostoso, apesar do preço ainda ser alto.

Como o ministério vê o desenvolvimento da aquicultura no Brasil?

FM - O MPA trabalha com o aumento de produção, mas com inserção social, responsabilidade ambiental e viabilidade econômica, ou seja, é o desenvolvimento baseado nas dimensões técnica, econômica e socioambientais de sustentabilidade.

Qual tem sido o foco do trabalho do MPA?

FM - Estamos construindo as bases para transformar o potencial da aquicultura brasileira em realidade. Temos trabalhado muito a questão ambiental e um grande avanço nessa área foi a resolução Conama n° 413, que simplifica e agiliza o licenciamento ambiental para a aquicultura. Temos trabalhado também a parte social, que avançou com a resolução do processo de cessão de uso das águas de domínio da União, e a parte econômica, que é consequência dessas duas primeiras.

Que regiões terão maior destaque neste segmento e qual o mercado potencial?

FM - Todas as regiões têm um grande potencial, mas cada uma com aspectos regionais que precisam ser respeitados. Na região Norte predomina peixes como o tambaqui e o pirarucu. No Nordeste, a preferência é pela tilápia e pelo camarão marinho. No Sudeste a tilápia tem grande presença na aquicultura. No Sul predominam as carpas, as tilápias, as ostras e os mexilhões. Já no Centro-Oeste se vê tambaqui, tambacu, pacu e pintados, entre outros.

Quais as perspectivas para a aquicultura no Brasil no curto prazo?

FM - O Brasil ocupa, historicamente, a 17ª posição entre os maiores produtores do mundo. Em cinco anos deveremos estar entre os dez maiores produtores e, nos próximos 20 anos, entre os cinco maiores produtores do mundo.

O senhor está auxiliando o temário técnico da AquaFair. Que assuntos serão abordados durante o evento?

FM – Estarão em foco as questões relevantes para o desenvolvimento do setor no Brasil: o licenciamento ambiental, a parte social da atividade e os aspectos relativos à sanidade. O aumento da produção de qualquer atividade zootécnica exige um controle da parte sanitária, até para que possamos evitar problemas futuros. Em suma, esses serão os principais tópicos discutidos.

VoltarImprimirEnviar para um Amigo
Envie para um AmigoEnviar para um AmigoFecharSendTo
Patrocinador Seminário
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Apoios
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Pix
Cia Aérea Oficial
Pix
Organizadora da Feira
Pix
Previsão do Tempo
Copyright © Gessulli Agribusiness.
Todos os direitos reservados. 2012.